sábado, 31 de julho de 2010

...nós nos tornamos um enquanto dormíamos e agora não posso saltar porque sua mão não consigo soltar. Marina Tsvetayeva

Relacionamentos longos e íntimos muitas vezes nos confundem, pois podemos perder o sentido de onde estão nossas fronteiras individuais. Acabamos confundindo nossas aspirações e sofrimentos com os de outra pessoa - cônjuge, amante, pais, irmãos ou filhos. Quando esse relacionamento muda, quando a outra pessoa morre, parte ou forma uma outra ligação íntima, sentimo-nos magoados e desesperados, sem certeza de quem realmente somos.
Esse embaçamento de fronteiras jamais é saudável, embora no início talvez não sintamos o mal que ele causa. Relacionamentos saudáveis devem ser estruturados com cautela, para que entremos neles sem abandonar a autenticidade de nossas reações à vida. Se eles mudarem ou terminarem, é possível que venhamos a sofrer, mas não nos veremos envolvidos na terrível confusão que resulta de termos entregado a alguém pedaços de nós.

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